O pesquisador Lucas Torati, da Embrapa Pesca e Aquicultura, começou, na semana que passou, estudos sobre a reprodução do pirarucu, com auxílio do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais (LMQPN), na Embrapa Agroindústria Tropical. Ele ficará no Ceará durante todo o ano, para realizar a pesquisa de campo de seu projeto de doutorado na Universidade de Stirling (Escócia).
Lucas Torati realizou a primeira fase do doutorado entre setembro e dezembro passados na Escócia. Toda a parte de campo será realizada na estação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em Pentecoste (distante 92 km da capital, Fortaleza), onde, segundo ele, se encontra o maior plantel brasileiro de reprodutores de pirarucu para fins de pesquisa. As análises laboratoriais serão realizadas no LMQPN.
O LMQPN ocupa uma área 850 m² destinada à extração, fracionamento, isolamento, quantificação e identificação de compostos químicos naturais e sintéticos. É dotado de equipamentos de alta performance, entre os quais cromatógrafos líquido e gasoso, ressonância magnética nuclear, espectrômetro de massa e na região do infravermelho. A estrutura conta, ainda, com uma planta piloto de extração e purificação de compostos voláteis.
Lucas Torati considera que a estrutura encontrada no LMQPN e a proximidade da estação do DNOCS, em Pentecoste facilitarão o trabalho. “Todos os equipamentos reunidos em um só local, dentro da Embrapa, acho que não encontraria isso em nenhum outro local”, diz, referindo-se aos laboratórios da Unidade. Segundo ele, os equipamentos permitem caracterizar qualitativa e quantitativamente as amostras. “Isso vai facilitar muito o trabalho. Além disso, contarei com a colaboração de pesquisadores de outras áreas, como a Química, o que é importante, porque a pesquisa é multidisciplinar”, completa.
Lucas deve avaliar, entre outros objetos, os hormônios reprodutivos e a possível relação entre feromônios e a reprodução do pirarucu. Para Torati, existem muitas outras possibilidades de parceria entre as duas unidades, principalmente na área de aproveitamento de resíduos como escamas e carcaças. “Isso é relevante, porque consegue dar valor a subprodutos”, diz.
A parceria entre a Embrapa Agroindústria Tropical e a Embrapa Pesca e Aquicultura para realização do projeto foi acertada em março de 2013. Naquele mês, o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, visitou as instalações da Embrapa Agroindústria Tropical e conheceu os laboratórios.

Texto:

Verônica Freire (MTB 01225JP)
Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE)
Contato: (85) 3391.7116
veronica.freire@embrapa.br