O Programa de incubação de agronegócios da Embrapa, o Proeta, conta com mais uma empresa aprovada. A Lá do Sítio, de Paraipaba (CE), teve parecer favorável ao seu plano de negócios para a tecnologia de processamento da mandioca e, agora, deverá contar com o apoio de duas unidades da Embrapa: a Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) e a Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas-BA).
O proprietário da empresa, Raoni Lima Ferreira, passará por dois tipos de capacitações. A primeira, a cargo do Proeta, será voltada para a transferência da tecnologia de processamento da mandioca tipo “chips” e “palito”. Enquanto a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical ficará responsável pela parte técnica das atividades, a Embrapa Agroindústria Tropical auxiliará na gestão das atividades, como coordenadora regional (Nordeste). A segunda formação, promovida por uma incubadora parceira, visa à capacitação gerencial e mercadológica do empreendedor. A Lá do Sítio pretende comercializar salgadinhos tipo chips, palha e palito, feito à base de mandioca. “A idéia é oferecer ao mercado um sabor regional para os já tradicionais salgadinhos”, afirma Genésio Vasconcelos, analista da Embrapa Agroindústria Tropical. Assim, o produto pretende tornar-se uma opção diferenciada para bares, hotéis, restaurantes e supermercados.
Para José Maria Marques de Carvalho, coordenador técnico do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), do Banco do Nordeste, a iniciativa "agrega valor a um produto regional de grande alcance social, contribuindo para sustentabilidade da cultura". O BNB é um dos membros do Conselho Local do Proeta, que, além de funcionários da Embrapa Agroindústria Tropical, conta com representantes das seguintes instituições: Parque de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (Padetec), Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), Instituto Centro Ensino Tecnológico (Centec), Instituto de Desenvolvimento Industrial, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Indi-Fiec), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec).
A aprovação do plano de negócio da Lá do Sítio deu-se de forma pioneira. Essa foi a primeira reunião do Proeta, em todo o Brasil, que contou com a participação simultânea e participativa de três unidades da Embrapa, a saber: Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e a Assessoria de Inovação Tecnológica (Brasília-DF). Isso foi possível graças ao sistema de vídeo-conferência. Segundo o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, “o Proeta tem sempre procurado inovar e transpor barreiras para apoiar a geração de novas empresas de base tecnológica agropecuária”.
Em 2005, o Proeta da Embrapa Agroindústria Tropical lançou seu primeiro edital. Dois anos depois, o programa iniciou sua regionalização com a participação das demais unidades da Embrapa do Nordeste. Atualmente, são sete unidades interligadas na região, cinco empresas incubadas e uma empresa graduada, a Panflora. Além da Lá do Sítio, há quatro empresas pré-incubadas, ou seja, que já foram aceitas no processo seletivo e estão em fase de elaboração de contratos para entrar no programa.

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