“Levar para o dia-a-dia do produtor todas as tecnologias e o conhecimento que a Embrapa já desenvolveu”. Este é o principal desafio do Governo do Ceará, na opinião do governador Cid Gomes, durante visita realizada à Embrapa Agroindústria Tropical no dia 8 de outubro.
O governador estava acompanhado pelo Secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana; pelo diretor-presidente do Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), Samuel Brasileiro Filho; pela diretora de Pesquisa e Inovação Tecnológica do Centec, Desirée Rolim Bezera, e outros assessores.
Durante a visita, Cid Gomes conheceu o trabalho de micropropagação de frutas e flores tropicais desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical. A partir do trabalho da Embrapa, foi estabelecido o protocolo para a produção em larga escala do abacaxi ornamental. Como resultado, o Estado do Ceará hoje é o maior exportador da espécie, já ultrapassando a marca do meio milhão de dólares, só em exportação para os mercados americano e europeu. A técnica permite a obtenção de mudas em larga escala, em menor tempo e isentas de pragas e doenças. A técnica também está sendo empregada na cultura da banana, e já apresenta ganhos em qualidade e fitossanidade para os produtores.
As pesquisas da Embrapa Agroindústria Tropical também colocaram o Estado do Ceará como um dos principais exportadores de melão, a partir do trabalho de monitoramento de área livre de mosca-das-frutas. A praga é uma das principais barreiras não-tarifárias impostas pelo mercado europeu e, graças aos resultados obtidos, o Ceará é o segundo exportador de melão do Brasil. Atualmente, a Unidade trabalha no desenvolvimento de um programa de produção e liberação em massa de machos estéreis, utilizando dietas altamente eficientes e economicamente viáveis às condições brasileiras.
As pesquisas nas áreas de pós-colheita e de agregação de valor às frutas nordestinas, igualmente despertaram o interesse do governador, que conheceu as técnicas desenvolvidas pela Embrapa Agroindústria Tropical, que permite a conservação do caju in natura por até 18 dias e já tem como resultado prático o aumento do consumo da fruta em estados de outras regiões do Brasil.
O governador ainda teve a oportunidade de conhecer os trabalhos feitos na área de biologia molecular, a exemplo do mapa genético do cajueiro.
Na opinião de Cid Gomes, a Embrapa é uma instituição reconhecida no Brasil e no mundo e tem cumprido um trabalho excepcional para o país. “Não há cultura no Brasil que tenha progredido, e que não tenha tido a participação da Embrapa e um dos belos exemplos é aqui no Ceará, com diversas culturas, mas particularmente com o caju”, salientou. Ele reconhece que o estado, junto com as suas secretarias vinculadas, pode ser um parceiro para dar mais visibilidade ao trabalho da Embrapa.